Minicursos

Técnicas de Produção de Textos Acadêmicos

 Adrete Grenfell – UFES

Luciano Vidon – UFES

Leandro Freitas Menezes – UFES

Maíra Mendes Magela – UFES

Toda confecção de trabalhos acadêmicos, tais como Monografia, TCC, artigos científicos etc., exige primeiramente a elaboração de um subprojeto, pois os itens deste são essenciais para que se alcance um direcionamento na pesquisa e na escrita do trabalho. Por isso, esse minicurso estabelece-se com a finalidade de apresentar um roteiro de elaboração de um subprojeto que norteará a feitura de trabalhos acadêmicos,  incluindo-se aí as monografias de final de curso. Por conseguinte, pretende-se mostrar algumas noções a respeito de texto e textualidade.

Palavras-Chave: Texto • TCC – Monografia • Aspectos de Textualidade

Análise do discurso: cenografia e ethos nos discursos jornalístico e publicitário.

Adriana Recla – FAACZ – PUC/SP

Márcio Rogério de Oliveira Cano – PUC/SP – CNPq

A Análise do Discurso tem se mostrado campo fértil para o desvelamento dos efeitos de sentidos para os gêneros que circulam na sociedade. Trabalharemos, nesse minicurso, especificamente, com duas categorias de análise aprofundadas nos estudos de Dominique Maingueneau, a cenografia e o ethos do ponto de vista teórico e sua aplicação na análise. Para esse último passo, utilizaremos mostras de textos jornalísticos e textos publicitários.

Palavras-chave: análise do discurso • ethos • cenografia

What are Pragmatic Markers? Does the foreign language learner need to know how to use them?

Aurélia Lyrio – UFES

Pragmatic Markers also known as conversational markers or discourse markers are multifunctional. Many of these functions act simultaneously in the same context during interaction (MARCUSCHI, 1986; HOLMES, 1986; ÖSTMAN, 1981). Although such expressions may be considered optional or even surperfluous  at the grammatical and semantic level,  at the pragmatic level their absence would make the discourse be judged unnatural, strange, inadequate, disjointed, dogmatic  and rude especially (BRINTON, 1996).  This mini course will go through the concepts of pragmatic marker, covering  some of the most widely used markers in English,  their functions, their importance in daily interactions, the implications of their use or lack of use by speakers of English as a foreign language, and consequently the necessity of being taught.

Key words: Pragmatic Markers • interaction • teaching/learning of a foreign language

Estrutura argumental dos verbos: do nível sintático-semântico ao discursivo-pragmático

Carlos Roberto de Souza Rodrigues – UFES

O sentido veiculado por um verbo é comumente empregado pelos usuários de uma dada língua em conjunto com determinadas unidades lingüísticas. Com base nessa recorrência, um dado uso se transforma numa estrutura lingüística. Assim sendo, pautando-se nos conhecimentos semânticos e sintáticos acerca dessa estrutura formada, é possível obter-se uma estrutura argumental orientada a partir do sentido veiculado pelo verbo no referido contexto de uso. Uma vez elaborada, essa estrutura possibilita o desenvolvimento de análises lingüísticas com relação à quantidade de elementos, à função sintática e à função semântica atribuída a cada um deles, aos traços semânticos, aos elementos da enunciação, à discursivização e aos fenômenos pragmáticos (tais como a relevância e a polidez).

Palavras-chave: verbos • nível sintático-semântico • nível discursivo-pragmático

Análise Crítica do Discurso: uma abordagem sociocognitiva do ethos discursivo

Cristiane Paniágua de Souza Palaro – PUC/SP

Paula Pinho Dias – PUC/SP – CAPES

A projeção da imagem de si no discurso é o ponto a partir do qual é possível unir as características constitutivas não apenas do discurso, mas do comportamento social, no que se refere ao modo como uma sociedade categoriza e constrói identidades para seus membros. Tal projeção também evidencia o modo como o indivíduo pode adequar ou tornar próprio os discursos, sobretudo, os que veiculam o poder institucional à situação interpessoal ou social de interação. Seguindo nessa direção, propomos focalizar o ethos discursivo postulado por Dominique Maingueneau em associação à perspectiva sociocognitiva da Análise Crítica do Discurso, que evidencia a dialética entre social e individual. Para a aplicação teórico-metodológica, tendo em vista tal associação, utilizaremos mostras de textos autobiográficos.

Palavras-chave: ethos • sociedade • cognição • discurso

A imagem poética do corpo em “Mineração do outro”, de Carlos Drummond de Andrade

Danilo B. Corrêa Mestrando em Letras-Estudos Literários da UFES/CAPES

Intentamos, neste minicurso, partindo do poema Mineração do outro, de Lição de coisas, discutir as potências do amor, seus contratos e seus desdobramentos para além do poema. Pensamos o corpo, nos textos do poeta, como o lugar de significações e de vivências das potências, onde experimentamos o tempo e o nada, de onde partimos para o impossível e complicado contato com o outro, com as fortes coisas e com a linguagem. Entendemos, aqui, que linguagem é uma potência que nos domina, anterior e posterior ao eu, e da qual o referido poeta faz uso poeticamente para nos jogar, irremediavelmente, na esfera de “potência da poesia”, além-poema, via a construção textual, fazendo-nos “habitar poeticamente esta terra”.Buscamos, então, o “interesse” que nos trazem os poemas de Drummond com relação ao corpo, envolvendo-nos e des-envolvendo-nos em questões elementares, fundamentais e fundacionais, buscando o enigma profundo presente no cotidiano.

Palavras-chave: corpo • habitar • poesia • Carlos Drummond de Andrade.

A Entrevista Sociolinguística

Edenize Ponzo Peres – UFES

A Sociolinguística Variacionista teve como precursor o americano William Labov, o qual lançou, na década de 60, seus primeiros estudos de caráter quantitativo. A pesquisa sociolinguística caracteriza-se por analisar os fatores internos da língua associados a outros, de ordem social, tais como o gênero/sexo, a idade, a classe social e a escolaridade do informante. Assim, o pesquisador deverá ter esses e/ou outros fatores extralinguísticos em mente, ao coletar seus dados, os quais podem ser obtidos pelas chamadas entrevistas sociolinguísticas (LABOV 1972, 1994; 2001). Neste minicurso, serão abordados os principais conceitos relacionados à entrevista sociolinguística, além dos procedimentos básicos para a coleta de dados de fala de uma comunidade.   

Palavras-chave: Sociolinguística • Fatores lingüísticos • Fatores extralingüísticos • A entrevista sociolinguística

O item agora em concorrência com o mas e o sob a perspectiva da gramaticalização

Elane Calmon Silva – UFMG

Este trabalho apresenta uma análise do item agora sob a perspectiva da gramaticalização.  Através de um estudo diacrônico, de natureza quantitativa, em dois corpus: de 1986 e 2006, ambos de falantes da cidade de Belo Horizonte. Confirmo que esse item, a partir de uma função lexical, como advérbio de tempo, evolui para a função gramatical, como articulador adversativo, articulador conclusivo, marcador discursivo, interjeição e indicador de expressão idiomática. Utilizando pressupostos da teoria da variação e mudança que dizem respeito ao papel da análise do tempo aparente e do tempo real, veremos que a variação afeta a inovação de um item, mas percebemos que há outros fatores, além daqueles previstos nessa teoria que interferem na construção da forma inovadora. Um deles é a concorrência com outros articuladores como o mas, já, só que. O item agora não obedece à trajetória prototípica da gramaticalização.

Palavras-chave: Gramaticalização • Variação Linguística • Sincronia • Diacronia

 

Análise sociolinguística do desaparecimento da língua holandesa no Espírito Santo

Elizana Schaffel – UFES

No século XIX, chegaram ao Espírito Santo muitos imigrantes de diversas nacionalidades, principalmente da Europa. Dentre esses, os holandeses ocupam a sétima posição no ranking dos mais bem representados numericamente. Os holandeses, bem como os demais imigrantes, trouxeram consigo sua língua materna e, a princípio, só se comunicavam por meio dela. Contudo, essa língua caiu no esquecimento com o passar dos anos. Dessa forma, a presente pesquisa tem por objetivo principal analisar sociolinguisticamente as causas desse desaparecimento. Por meio da pesquisa de campo, percebemos que inúmeros fatores contribuíram para o desaparecimento dessa língua alóctone. Vemos, então, a importância de uma política linguística militante, a fim de mantermos não só o multilinguismo, mas também a herança cultural trazida pelos imigrantes europeus.

Palavras- chave: Língua holandesa • Imigração • Políticas linguísticas

Do Texto à Cena: os leitores no processo de encenação

Ester Abreu Vieira de Oliveira – UFES

Werlesson Grassi Sant’Ana – UFES

Buscamos apresentar o processo de leitura de um texto dramático durante a preparação de uma encenação em decorrência das singularidades do texto teatral. Partimos da hipótese de que todos os envolvidos no processo de encenação são leitores especializados. Tendo como referencial teórico para o entendimento de leitor a estética da recepção, buscamos desenhar um leitor possível para o texto teatral: um leitor que lida com o ficcional, com características específicas do gênero dramático, e que seja capaz de recriar intersemiologicamente seu prazer estético experimentado diante do texto de literatura dramática. Neste minicurso, resultado de pesquisas realizadas em projeto de iniciação científica de título homólogo, propomos uma vivência por meio de atividade que estimule a discussão esboçada acima.

Palavras-chave: Leitor • Texto ficcional • Literatura dramática

O papel do gênero na variação linguística

Heitor da Silva Campos Júnior – UFES/CAPES

A finalidade deste minicurso é discutir, no âmbito da Sociolinguística Variacionista, as relações entre gênero e linguagem. Grosso modo, essas questões têm sido contempladas sob a perspectiva de fenômenos variáveis estigmatizados socialmente e no campo da fonologia (LABOV, 2001). E o que dizer sobre um fenômeno linguístico de natureza sintática que está abaixo do nível da consciência (from below) dos falantes? Assim, a discussão sobre o papel da variável gênero em processos de variação e mudança é problematizada à luz dos dados obtidos na comunidade de fala capixaba e do diálogo com concepções teóricas existentes (CHUMBERS, 1995; ECKERT; McCONNEL-GINET, 2003 etc.). Partindo do conceito de gênero como uma elaboração social em detrimento da categoria sexo, busca-se, enfim, verificar como as motivações oriundas do gênero interferem e contribuem para a construção da identidade local dos membros de uma comunidade de fala.

Palavras-chave: Sociolinguística • variação • gênero • identidade local • Vitória (ES)

O Gênero Crônica na Formação de Leitores Críticos

Janayna Bertollo Cozer Casotti – UFES

A crônica constitui um gênero de dupla filiação: do jornal, mantém a brevidade e a concisão; da literatura, a poeticidade e a magia na recriação do cotidiano. E é esse olhar “diferente” sobre o dia-a-dia que envolve o leitor e acaba ampliando seu universo de conhecimento. Nesse sentido, a leitura de crônicas pode abrir perspectivas na formação do leitor crítico. Por isso, com este minicurso, pretende-se buscar, na reflexão em torno do gênero, estratégias que orientem o leitor na construção dos sentidos do texto.

Palavras-chave: gênero textual • crônica • estratégias de leitura

O ensino e a aprendizagem de línguas na perspectiva dos Novos Letramentos

Lívia Fortes

Luciana Ferrari

O ensino e a aprendizagem de línguas estrangeiras na contemporaneidade encaram novos desafios e novas demandas a partir dos novos modelos de exposição e aquisição de conhecimento decorrentes do processo de globalização e do crescente acesso às novas tecnologias de informação. Esse mini-curso fará uma breve introdução às novas teorias de letramento, em especial ao Letramento Crítico, uma vez que a língua inglesa adquire status cada vez mais global e multicultural no cenário mundial.

Palavras-chave: Ensino • Aprendizagem • Letramento • Língua Inglesa

Ensino de Literatura na Educação Básica

Maria Amélia Dalvi – UFES

Este minicurso, com duração de três horas, partindo de uma perspectiva metodológica que visa a conjugação de saberes teórico-práticos, abordará os seguintes tópicos: 1) Literatura na escola: os documentos oficiais; 2) Como analisar/selecionar o texto literário; 3) Livros didáticos e ensino de literatura; e 4) Avaliação das atividades de leitura literária. Destina-se a professores da educação básica em formação inicial ou a profissionais já atuantes nas redes pública e privada, precipuamente das áreas de Letras e Pedagogia.

Palavras-chave: Ensino de Literatura • Escola Básica • Documentos Oficiais • Livros Didáticos • Avaliação

A Produção do Texto Dissertativo numa Perspectiva Sociointerativa

Renato Pereira Aurélio – UFES/FAPES

Costa Val (1999) postula que “um texto é uma unidade de linguagem uso, cumprindo uma função identificável num dado jogo de atuação sociocomunicativa”. Deste modo, a escritura de textos não deve ser proposta como atividade mecânica e sim, engajada, de acordo com a dinâmica da sociedade. Kleiman (1989) discorre sobre os conhecimentos prévios necessários para dar suporte à leitura e, conseqüentemente, à escritura de textos. Tratam-se dos conhecimentos lingüístico, textual e de mundo, que concorrem para a consolidação do conhecimento pertinente, que torna o indivíduo “capaz de situar qualquer informação em seu contexto.” (MORIN, 2001). Com base nestas e em outras perspectivas teórico-práticas, a proposta deste minicurso é refletir sobre o papel dos sujeitos enquanto leitores e escritores de textos, com ênfase na modalidade dissertativa.  

Palavras-chave: Conhecimentos Prévios • Leitura • Produção do texto dissertativo

Nomes compostos – critérios de identificação

Rosana de Vilhena Lima – UFES

 O conceito de composição é tema de estudo de gramáticos e linguistas. A identificação de um nome composto na gramática normativa faz-se comumente através da utilização de critérios fonológicos, morfológicos e semânticos. Os pressupostos teórico-metodológicos do Léxico-Gramática (GROSS, 1975) priorizam os critérios sintáticos na identificação das palavras compostas a partir do distribucionalismo proposto na Gramática Transformacional de Zelling Harris. O objetivo do minicurso é a apresentar, baseado na metodologia do Léxico-Gramática critérios que evidenciam as propriedades linguísticas de grupos nominais que permitem que esses sejam identificados como nomes compostos.   

Palavras-chave: nome composto • Léxico-Gramática • critérios de identificação

Novo Aeon: Raul Seixas no torvelinho de seu tempo

Vitor Cei Santos – UFES

A proposta é pensar a concepção de Novo Aeon apresentada por Raul Seixas, refletindo sobre sua constituição histórica, seus valores e conseqüências. Elaborada por Aleister Crowley no início do século XX, esta doutrina impulsionou trajetórias existenciais de grande força contestatória, influenciando a contracultura das décadas de 1960 e 1970. Seixas, que acompanhou o movimento, fez de sua criação poética o espírito de seu tempo. Como objetivos específicos, propomos compreender as concepções de Velho Aeon e modernidade em suas relações com os conceitos supracitados. Nesse diálogo com Seixas, nos dedicamos a ver em sua obra ressonâncias das questões que animaram seu tempo: ocultismo, desbunde, indústria cultural, autoritarismo, censura, niilismo e melancolia.

Palavras-chave: Aeon • Autoritarismo • Desbunde • Pós-modernismo • Thelema

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