Mesas-Redondas



“Pesquisas Atuais e Futuras sobre o Italiano no Espírito Santo”

Esta mesa redonda tem por objetivo apresentar três pesquisas desenvolvidas por professores e alunos da Universidade Federal do Espírito Santo, as quais versam sobre o mesmo tema: a presença italiana no Espírito Santo. A primeira, coordenada pela Profa. Dra. Edenize Ponzo Peres, de cunho sociolinguístico, investiga a influência dos dialetos italianos no português falado nas comunidades que receberam esses imigrantes. A segunda, coordenada pela Profa. Dra. Maria Cristina Dadalto, com suporte sociocultural, investiga representação social do mundo do trabalho dos imigrantes italianos e descendentes assentados na região Centro-Norte do Espírito Santo. A terceira, coordenada pela Profa. Dra. Mariza Silva de Moraes, analisa a interculturalidade no Espírito Santo, especificamente com respeito ao italiano.

 

O português e o italiano no Espírito Santo: uma pesquisa sociolinguística

Edenize Ponzo Peres – UFES

Os imigrantes italianos e a colonização do Espírito foram temas de trabalhos em diversas áreas do conhecimento: História, Geografia, Sociologia, etc. Quanto à Linguística, está sendo desenvolvida a pesquisa “Contato linguístico: o português e o italiano no Espírito Santo”, envolvendo integrantes da Universidade Federal do Espírito Santo e de outras instituições, dentro e fora do país. O referido estudo analisará dez localidades colonizadas pelos italianos e seus descendentes, iniciando-se por Burarama, Castelo e Marechal Floriano. O passo seguinte será estender a pesquisa para os demais municípios, o que demandará a participação, além de entidades civis das comunidades, de alunos de Graduação e de Pós-graduação em Linguística, oferecendo-se, dessa forma, mais chances de envolvimento dos discentes com a investigação científica.

Palavras-chave: Sóciolingüística • imigração italiana 

Imigrantes italianos e as representações do trabalho

Maria Cristina Dadalto – UFES

Este estudo propõe discutir a representação social do mundo do trabalho dos imigrantes italianos e descendentes a partir da experiência empreendorística vivida por estes personagens durante o assentamento no território espírito-santense. Com base em 54 entrevistas qualitativas realizadas com empresários, analisa a trajetória construída e como a experiência empreendedora se mantêm contínua, bem como a influência dos valores de trabalho nas ações coletivas dos moradores que participam deste projeto se disseminou entre os membros dos pólos de confecção e de móveis de Colatina/ES. Procurar-se-á apontar os processos envolvidos nas significações, na perduração e na interpretação dos fatos passados, para se concluir finalmente se estas marcas influenciaram/deformaram os seus processos de assimilação à cultura nacional.

Palavras-chave: Sociologia • Imigração italiana • Representação social do trabalho

Educação Intercultural no Espírito Santo

Mariza Moraes – UFES 

A presente comunicação objetiva: 1) discutir a presença dos fenômenos sociais do multiculturalismo e do interculturalismo no espírito santo; 2) inventariar as diferenças conceituais e práticas daqueles fenômenos; 3) elencar hipóteses de defesa para a implementação, e operacionalização, de currículos e/ou atividades de pesquisa e extensão (isoladas ou interativas) universitárias com vistas à disseminação das línguas étnicas existentes no espírito santo, com especial atenção para o italiano.

Palavras-chave: Interculturalismo • Multiculturalismo • Língua étnica • Currrículos de língua estrangeira

“Novos Rumos da Pesquisa na Graduação”

A inclusão da Pesquisa no Currículo – visando à formação do professor-pesquisador

Karen Currie – UFES

Karla Assis Cezarino – UFES

Junia Zaidan – UFES

De acordo com o PPP de Letras-Inglês o professor de inglês deve ser portador de uma postura investigativa e reflexiva, capaz de desenvolver pesquisas no seu campo de atuação, integrando as dimensões teóricas e práticas de sua ação profissional na busca constante de aperfeiçoamento. Para possibilitar esse processo, o currículo do curso de licenciatura em letras-Inglês garante espaços curriculares visando à realização de projetos interdisciplinares de pesquisa voltados para aspectos variados do ensino de línguas.

Palavras-chave: professor-pesquisador • currículo • ensino-aprendizagem • língua estrangeira.

Desafios da Ação de Ensinar: Visões de Professores, Estagiários e Supervisores

Kyria Finardi – UFES

Esta mesa redonda tem como objetivo discutir os desafios do ensino da língua inglesa na perspectiva do professor universitário, na de estagiários em contexto de escola pública e na de supervisores de estágio. Inicia-se com as representações do professor universitário sobre o ensino e a aprendizagem de inglês no contexto do mundo globalizado e do atual status da língua inglesa como idioma internacional. Em seguida, o ensino da língua inglesa é discutido a partir da reflexão que o estagiário faz sobre a sua ação pedagógica discutida a partir das crenças de estagiários sobre a prática de professores de inglês em escolas públicas onde a língua estrangeira é relegada a um segundo plano. A discussão dos desafios de ensinar inglês como língua estrangeira nesse contexto segue perspectivas teóricas ancoradas na reflexão crítica do professor de língua estrangeira (Cardoso, 1996; Luvizari & Gimenez, 2008) e na construção do seu conhecimento pedagógico (Gatbonton, 1999; Watzke, 2007).

Palavras-chave: formação de professores • ensino da língua inglesa como língua estrangeira

Para uma Educação do Desoprimido

Luis Eustáquio Soares – UFES

Tendo em vista a perspectiva pedagógica de Paulo Freire, de “Educação do Oprimido” e em diálogo com Walter Benjamin, antes de tudo com sua oitava tese sobre a história em “Sobre o conceito de história”, abordarei a relação entre educação e ensino, sob o ponto de vista da necessidade de afirmarmos outra perspectiva, a que chamo de educação do desoprimido, que é a que pode nos preparar para não sermos nem opressores nem oprimidos, envolvidos que passamos a estar com um outro modelo civilizatório. Minha abordagem contemplará o campo da linguagem, por razões óbvias, a de estarmos num Curso de Letras.

Palavras-chave: Educação • Oprimido • Desoprimido

Curso de Letras Italiano na Modalidade à Distância

Mariza Moraes –UFES

Esta comunicação se propõe a apresentar o Projeto Pedagógico da licenciatura simples em Letras Italiano na modalidade EaD a ser implementada na UFES por meio de parceria entre o Departamento de Línguas e Letras e o Nea@ad. A apresentação pretende: 1) justificar a pertinência de uma graduação a distância; 2) demonstrar a formatação do curso na Plataforma Moodle, isto é, no ambiente virtual de aprendizagem (AVA); 3) oportunizar esclarecimentos sobre o papel da tutoria na EaD; 4) relatar resultados de outras iniciativas do gênero na Universidade.

Palavras-chave: Educação à distância • tutoria • ambiente virtual de aprendizagem

Experiências com a Literatura Medieval Peninsular

Paulo Roberto Sodré – UFES

Expõe experiências e avaliações da participação no Programa Institucional de Iniciação Científica/PIIC da UFES, em especial o desenvolvimento dos trabalhos de graduandos sobre a literatura medieval peninsular, séculos XIII e XIV, tanto na modalidade narrativa (novela de cavalaria) como na lírica (cantigas).

Palavras-chave: PIIC • pesquisa • narrativa • lírica

6. Palestras

“Refletindo sobre pesquisas em lingüística”

Jarbas Vargas Nascimento

A conferência visa, de forma ampla, a refletir sobre as abordagens atuais da pesquisa Linguística, privilegiando o enfoque nas teorias de texto e de discurso em virtude de seu caráter interdisciplinar. Trata, também, das metodologias de pesquisa em uso no meio acadêmico atual, com o intuito de estimular estudos investigativos na área da Linguística e iniciar na pesquisa o graduando do curso de Letras

 

Aluno de graduação faz pesquisa?

Profa. Dra.Virginia Abrahão – UFES

Nossos objetivos, nessa conferência, são os de propor reflexões sobre as possibilidades de pesquisa em nível de graduação, na UFES com base em questões diversas, tais quais: como os alunos de graduação, em especial os alunos de Letras, podem se inserir em pesquisas? O que se significa pesquisar, quando se está na graduação? A que visa a pesquisa na graduação? O que se exige de um aluno pesquisador, na área de Letras e Linguística? A partir de dados retirados da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da UFES, bem como da prática da pesquisa com estudantes dos cursos de Letras, pretendemos fomentar um debate que muitas vezes fica restrito aos cantos das salas de aula. Afinal, a pesquisa na graduação ainda tem sido vista como privilégio de alguns alunos que “caíram nas graças de um professor”. Pouco se discute sobre essa realidade da pesquisa, das suas condições e possibilidades. Raramente um aluno dos cursos de Letras faz o curso para ser um pesquisador da área, como acontece com outros cursos, como Biologia, Sociologia ou Biomedicina. O crescimento das pesquisas na área de Letras e Linguística é recente, na UFES, o que exige de nós uma reflexão sobre o atual momento em que as pesquisas começam a ganhar corporeidade e a justificar modos de ser dentro do próprio curso, ainda que estejamos voltados para a formação de professores. Mas não caberia aos professores um olhar de pesquisador? Desse modo, esperamos fomentar o debate sobre o papel da pesquisa na formação dos graduandos de Letras, pensando a pesquisa como um lugar específico quando se considera a formação ampla do licenciado.

 

Atividades de Interação Universidade – Sociedade

Leitura, escola, comunidade educadora

Santinho Ferreira de Souza

Projeto de ensino e projeto de aprendizagem. Leitura em sentido lato. Leitura como experiência nas relações presenciais e virtuais. Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem – AVAs como alternativa de convivibilidade com a leitura. A leitura e a escola no contexto de uma comunidade educadora: a desescolarização do ato de ler. Práticas leitoras na EMEIF Recreio, escola rural de Santa Maria de Jetibá, ES: a Academia da Leitura Monteiro Lobato. 

Palavras-chave: leitura • desescolarização da leitura • AVA • cidade educadora

“Como não perder a paixão”

Gustavo Bernardo Krause

Quantos de nós não escolhemos fazer Letras porque gostamos de ler ficção e escrever poemas? Quantos de nós não paramos de ler ficção ainda na graduação, ocupados com os esquemas históricos ou conceituais em que precisamos enquadrar aquilo que não lemos mais? Quantos de nós paramos de escrever poemas ou qualquer coisa parecida, dedicando-nos a procurar erro de concordância nos escritos alheios? O que está acontecendo com a gente?

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